Ricardo Abramovay é professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP). Fez sua carreira acadêmica na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, da qual tornou-se professor titular em 2001. É autor ou coautor de treze livros, entre os quais Paradigmas do capitalismo agrário em questão (Edusp, 2007) e Muito além da economia verde (Planeta Sustentável, 2012), traduzido ao espanhol e ao inglês. Formado em filosofia pela Universidade de Paris Nanterre, é mestre em ciência política pela USP e doutor em ciências sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sua pesquisa mais recente concentra-se na interface entre desenvolvimento sustentável e revolução digital. É membro do conselho de diversas organizações da sociedade civil, como o Instituto Socioambiental, o Imazon e o Imaflora. Também integra o conselho do Museu do Amanhã. É autor de Amazônia: por uma economia do conhecimento da natureza (Elefante, 2019).

 


Horacio Machado Aráoz é professor da Universidade Nacional de Catamarca, na Argentina, doutor em Ciências Humanas e pesquisador do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso). É autor de Genealogia da mineração contemporânea (Elefante, 2019).

 

 


Daniela Fernandes Alarcon é doutoranda em Antropologia Social no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN/UFRJ) e mestre em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB). Entre 2017 e 2018, foi pesquisadora visitante no LLILAS Benson Latin American Studies and Collections, da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos. Desde 2010, investiga o processo de recuperação territorial realizado pelos Tupinambá da Serra do Padeiro, no sul da Bahia. Sua dissertação de mestrado, premiada pela Sociedade de Antropologia das Terras Baixas da América do Sul (Salsa), deu origem ao livro O retorno da terra (Editora Elefante, 2019). Tem também experiência de pesquisa junto a povos indígenas e ribeirinhos no oeste e sudoeste do Pará, analisando diferentes formas de esbulho e a mobilização desses grupos em defesa de seus territórios e modos de vida.

 


Eduardo Gudynas nasceu em Montevidéu, Uruguai, em 1960. Como pesquisador do Centro Latino Americano de Ecología Social (Claes), acompanha e apoia movimentos sociais e instituições acadêmicas da região em temas como meio ambiente e desenvolvimento. Em 2016, tornou-se o primeiro latino-americano a receber a Cátedra Arne Naess em Justiça Global e Meio Ambiente, concedida pela Universidade de Oslo, na Noruega, e faz parte da lista dos 75 pensadores-chave sobre desenvolvimento, ao lado de Samir Amin, Arturo Escobar, Celso Furtado, Ignacy Sachs e Frantz Fanon, de acordo com o guia Key Thinkers On Development (Routledge, 2019), editado por David Simon, professor da Universidade de Londres. Contribui regularmente com veículos de imprensa latino-americanos, e participou ativamente dos debates ocorridos durante a Assembleia Constituinte do Equador, em 2017. Além de Direitos da Natureza: ética biocêntrica e políticas ambientais, que chega agora ao Brasil, é autor de Extractivismos: ecología, economía y política de un modo de entender el desarrollo y la naturaleza [Extrativismos: ecologia, economia e política de um modo de entender o desenvolvimento e a natureza] e Extractivismos y corrupción: anatomía de una íntima relación [Extrativismos e corrupção: anatomia de uma íntima relação], ambos publicados em vários países. Publicou Direitos da natureza: ética biocêntrica e políticas ambientais pela Elefante em 2019.

 


Maristella Svampa é socióloga, escritora e pesquisadora argentina. É formada em filosofia pela Universidade Nacional de Córdoba e doutora em sociologia pela École Pratique des Hautes Études, na França. É pesquisadora principal do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas [Conicet] e professora titular da Universidade Nacional de La Plata no campo da teoria social latino-americana. Em 2006, recebeu a bolsa Guggenheim e o diploma Konex em sociologia; em 2014, recebeu o diploma Konex em ensaio político e sociológico; em 2016, foi agraciada com o prêmio Konex de Platina em sociologia. Em 2019, foi agraciada com o Prêmio Nacional de Ensaio Sociológico, atribuído pela Secretaria de Cultura da Argentina, pelo livro Debates latinoamericanos: indianismo, desarrollo, dependencia y populismo (2016). Seus primeiros trabalhos se debruçam sobre os movimentos sociais e a sociologia política. Posteriormente, ela se concentrou no estudo da problemática socioecológica e no acompanhamento de diferentes lutas ecoterritoriais na América Latina. Escritos coletivamente, os livros 15 mitos y realidades de la minería transnacional (2011), publicado na Argentina, no Uruguai e no Equador, e 20 mitos y realidades del fracking (2014), ambos muito difundidos na região, são fruto do vínculo com as lutas socioambientais. Entre suas últimas obras constam Maldesarrollo: la Argentina del extractivismo y el despojo (2014, em colaboração com E. Viale) e Del cambio de época al fin de ciclo: gobiernos progresistas, extractivismo y movimientos sociales en América Latina (2017). É autora de três romances, todos situados na Patagônia argentina: Los reinos perdidos (2006), Donde están enterrados nuestros muertos (2012) e El muro (2013). Em 2018 também publicou o ensaio autobiográfico Chacra 51: regreso a la Patagonia en los tiempos del fracking. É autora de As fronteiras do neoextrativismo na América Latina: conflitos socioambientais, guinada ecoterritorial e novas dependências (Elefante, 2019).

 


Dossie Easton é uma terapeuta especializada em sexualidades alternativas, relacionamentos não tradicionais e tratamento para sobreviventes de trauma num consultório particular em São Francisco, na Califórnia. Foi em 1969, quando sua filha era recém-nascida, que ela se comprometeu com um estilo de vida sexualmente aberto. Realizou sua primeira oficina sobre como desaprender a ter ciúmes em 1973. Passou cerca de metade de sua vida adulta solteira, ou quase isso, com amantes, famílias de pessoas com quem dividia um teto e outras pessoas de seu círculo íntimo. Hoje vive nas montanhas ao norte de São Francisco.

Janet W. Hardy foi uma jovem promíscua durante a faculdade, mas depois, por mais de uma década, ensaiou um casamento tradicional heterossexual e monogâmico. Desde o fim desse casamento, a monogamia deixou de ser uma opção. Mesmo que a maioria das pessoas a considerem bissexual, ela se vê como alguém que transgride gêneros e não consegue entender como a orientação sexual deve funcionar se algumas vezes se é homem, outras vezes, mulher. É casada com uma pessoa que é biologicamente homem mas cujo gênero é tão flexível quanto o dela, o que é menos complicado do que parece. Ela ganha a vida como escritora, editora e professora, e vive em Eugene, Oregon. É autora, com Dossie Easton, de Ética do amor livre: guia prático para poliamor, relacionamentos abertos e outras liberdades afetivas (Elefante, 2019).

 


Martha A. Ackelsberg é professora emérita de política e estudos de mulheres e gênero do Smith College em Northampton, Massachusetts, nos Estados Unidos, onde lecionou em cursos sobre política urbana, participação política, teoria feminista, teoria democrática e anarquismo. Foi muito ativa nos primeiros anos do movimento estadunidense de liberação das mulheres, envolvendo-se particularmente em questões de saúde da mulher e na transformação feminista do judaísmo. Além de Mulheres Livres, que antes de ganhar uma edição brasileira já havia sido traduzido para francês, grego, italiano e espanhol, é autora de Resisting Citizenship: Feminist Essays on Politics, Community and Democracy [Cidadania de resistência: ensaios feministas sobre política, comunidade e democracia] (Routledge, 2009), além de vários artigos sobre ativismo feminista nos Estados Unidos, na Espanha e na América Latina; anarquismo, gênero e políticas públicas; as compreensões de família e casamento gay; política, espiritualidade e o lugar das mulheres e dos LGBTQ nas comunidades judaicas. Atualmente, está aposentada e mora em Nova York.

 


Daniel Mello nasceu em Brasília, onde também se formou em jornalismo no Uniceub. Desde 2009, está em São Paulo como repórter cobrindo política, economia, sociedade e direitos humanos. Desenvolve ainda pesquisas no campo da fotografia e produz documentários. Tem especialização em fotografia pela Faap. Em 2015, lançou o curta-metragem USP 7% exibido em diversos festivais e na TV por assinatura. Nos últimos dias de 2016, participou da articulação que resultou na criação do coletivo A Craco Resiste, que, desde então, luta contra a violência policial e institucional na Cracolândia do centro da capital paulista. Lançou Gargalhando vitória: poemas da Cracolândia pela Elefante em 2019.

 


Daniel Braga Lourenço professor de Direito Ambiental e coordenador do Laboratório de Ética Ambiental da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É membro do Oxford Centre for Animal Ethics [Centro Oxford para a Ética Animal] e leciona em cursos de graduação e pós-graduação nas universidades Estácio de Sá, Ibmec, Fundação Getúlio Vargas e Pontifícia Universidade Católica, no Rio de Janeiro, e UniFG, na Bahia. Pela Elefante, lançou Qual o valor da natureza? uma introdução à ética ambiental (2019).

 


Marion Nestle nasceu em 1936. É professora emérita da Faculdade de Nutrição, Estudos Alimentares e Saúde Pública da Universidade de Nova York​​. É também professora visitante no curso de Ciências Nutricionais da Universidade de Cornell. É autora, entre outros, de Food Politics [Políticas da comida​] (University of California Press​,​ 2002) Soda Politics [Políticas do refrigerante]​ (Oxford University Press​, 2015)​, nos quais explicita as estratégias da indústria de alimentos para criar confusão na ciência e na formulação de políticas públicas​ em benefício próprio​. Ao longo de mais de meio século de carreira acadêmica, acumulou premiações e homenagens​, como o Public Health Hero [Heroína da saúde pública] da Universidade de Califórnia em Berkeley. É autora de Uma verdade indigesta: como a indústria alimentícia manipula a ciência do que comemos, publicado pela Elefante em 2019.

 


bell hooks nasceu em 1952 em Hopkinsville, uma cidade rural do estado de Kentucky, no sul dos Estados Unidos. Batizada como Gloria Jean Watkins, adotou o nome pelo qual é conhecida em homenagem à bisavó, Bell Blair Hooks. Formou-se em literatura inglesa na Universidade de Stanford, fez mestrado na Universidade de Wisconsin e doutorado na Universidade da Califórnia. Seus principais estudos estão dirigidos à discussão sobre raça, gênero e classe e às relações sociais opressivas, com ênfase em temas como arte, história, feminismo, educação e mídia de massas. É autora de mais de trinta livros de vários gêneros, como crítica cultural, teoria, memórias, poesia e infantil. É autora de Olhares negros: raça e representação e Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra, ambos em 2019.

 


Pablo Solón é ativista ambiental e político boliviano. Serviu como embaixador da Bolívia nas Nações Unidas entre 2009 e 2011, durante o governo do presidente Evo Morales, trabalhando pelos direitos dos povos indígenas, pelo direito humano à água e pelo Dia Internacional da Mãe Terra. Ajudou a impulsionar parte das negociações sobre mudanças climáticas e a articular a Conferência Mundial dos Povos sobre Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra, realizada em Cochabamba em 2010. Entre 2012 e 2015, foi diretor executivo da ONG Focus on the Global South com sede em Bangkok. Em 2016, publicou o livro Algunas reflexiones, autocríticas y propuestas sobre el proceso de cambio en Bolivia [Algumas reflexões, autocríticas e propostas sobre o processo de mudança na Bolívia]. Atualmente dirige a Fundación Solón, em La Paz. Pela Editora Elefante, publicou em 2019 Alternativas sistêmicas: Bem Viver, decrescimento, comuns, ecofeminismo, direitos da Mãe Terra e desglobalização.

 


Stefano Quintarelli é um empreendedor e ativista italiano com mais de 25 anos de experiência no campo da computação e da internet. É coordenador do Comitê Gestor da Agenzia per l’Italia Digitale [Agência pela Itália Digital]. Foi deputado da República entre 2013 e 2018, quando participou de discussões sobre a Carta de Direitos para a Internet e propôs projetos de lei sobre regulação e tecnologia, militando pela neutralidade de rede. Foi fundador da i.net, um dos primeiros provedores de acesso à internet na Itália, e é formado pela Università degli Studi di Milano, onde fundou a Rede de Pesquisadores e Estudantes de Milão. É membro do High-Level Expert Group on Artificial Intelligence [Grupo de Especialistas de Alto Nível sobre Inteligência Artificial] da Comissão Europeia, criado em 2018. Publicou, pela Editora Elefante, Instruções para um futuro imaterial (2019).

 


Ulrich Brand é cientista político. Nasceu em Mainau, na Alemanha, em 1967., e atualmente trabalha como professor da Universidade de Viena, na Áustria, tendo passagens por instituições europeias e latino-americanas. É autor de estudos sobre globalização, hegemonia e ecologia política, e um dos criadores do conceito de “modo de vida imperial”. É membro da Fundação Rosa Luxemburgo. Publicou recentemente os livros Lateinamerikas Linke. Ende des progressiven Zyklus? [Esquerda latino-americana: fim do ciclo progressista?] (VSA, 2016) e Post-Neoliberalismus?: Aktuelle Konflikte und gegenhegemoniale Strategien [Pós-neoliberalismo? Conflitos atuais e estratégias contra-hegemônicas] (VSA, 2011). Publicou, em parceria com Alberto Acosta, Pós-extrativismo e decrescimento: saídas do labirinto capitalista (Elefante, 2018).

 


Verónica Gago nasceu em 1976, em Chivilcoy, na Argentina. É doutora em ciências sociais, professora da Universidade de Buenos Aires (UBA) e da Universidade de San Martín (Unsam) e pesquisadora do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET). É autora de Controversia: una lengua del exilio (Biblioteca Nacional, 2012) e de inúmeros artigos acadêmicos sobre economia popular, economia feminista e teoria política, publicados em diversos idiomas. Tem colaborado com as experiências de pesquisa militante do Coletivo Situaciones, além de fazer parte do Coletivo Ni Una Menos, que luta contra o feminicídio na América Latina. Pela Editora Elefante, lançou A razão neoliberal: economias barrocas e pragmática popular (2018).

 


Guilherme Ferreira Zacarias é professor de História da Arte na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na França, passou pela École des Hautes Études en Sciences Sociales e pelas universidades de Perpignan, Estrasburgo e Paris X. É especialista na obra de Guy Debord, e faz parte do conselho editorial da revista Marges: revue d’art contemporain. Suas pesquisas atuais contam com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Pela Editora Elefante, publicou No espelho do terror: jihad e espetáculo (2018).

 


Rachel Pach investiga avidamente a teoria e a prática das derivas psicogeográficas. É anarco-comunista, situacionista e benjaminiana. Nasceu na Paulicéia Desvairada nos anos 1990 e em 2018 seguia sendo proletária intelectual do Estado (fazendo mestrado em Geografia Humana na Universidade de São Paulo). Pela Editora Elefante, publicou o ensaio Guia Rússia para turismo do colapso, ou: o espetáculo das ruínas construtivistas na Moscou especulada, lançado em 20 de junho de 2018.

 


Daniel Calazans Pierri é mestre em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP), onde desenvolveu pesquisas vinculado ao Centro de Estudos Ameríndios (CEstA). Atua como indigenista desde 2005 junto aos Guarani Mbya nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, com ênfase no acompanhamento de processos de regularização fundiária. É associado ao Centro de Trabalho Indigenista (CTI). Pela Editora Elefante, lançou O perecível e o imperecível: reflexões guarani mbya sobre a existência, em março de 2018.

 


Alexandre De Maio é uma das maiores referências do país em jornalismo em quadrinhos. Seu trabalho é pautado pela cultura hip hop e por temas sociais. Nascido em 1978, em São Paulo, teve a carreira fortemente influenciada pela cultura de rua. Em 1999, lançou a revista Rap Brasil. Além de colaborar com diversos veículos de imprensa nacionais e internacionais, De Maio é co-autor dos livros Os inimigos não mandam flores (2006) e Desterro (2013), ambos em parceria com o escritor Ferréz, e de Meninas em jogo (2014), com a jornalista Andrea Dip, reportagem em HQ vencedora do VII Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo em 2013 e finalista do Prêmio Gabriel García Márquez em 2015. Neste mesmo ano, Desterro foi traduzido e publicado na França com o título de Favela chaos. Em 2016, De Maio ilustrou Génération favela, de Marie Naudascher e Héléne Seingier, também lançado no país europeu. A reportagem em quadrinhos Raul é seu primeiro livro individual.

 


Lucas Bonolo nasceu em 1985, em São Paulo. Graduou-se em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e como documentarista pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de Cuba. Frequentou também a Università Degli Studi di Genova, na Itália, a Universidad de Granada, na Espanha, além da antiga ULM Tom Jobim, na capital paulista. Realizou diversos curta-metragens, que participaram de importantes festivais internacionais de cinema. Também atua como fotógrafo e tradutor. Gaia Primavera, o amor vai à guerra! é seu primeiro livro.

 


Sérgio Silva começou a fotografar profissionalmente em 2011. Em 13 de junho de 2013, foi atingido por uma bala de borracha disparada pela Polícia Militar de São Paulo enquanto cobria uma manifestação violentamente reprimida no centro da capital. Como consequência do disparo, perdeu o olho esquerdo. Sua experiência como vítima do Estado está traduzida no livro Memória ocular: cenas de um Estado que cega, que publicou pela Editora Elefante em 2018, cinco anos depois do ferimento. É autor do ensaio Piratas urbanos, que lhe rendeu uma exposição individual em 2014, em São Paulo, e coautor, com Luiza Romão, dos vídeo-poemas Coquetel motolove (2016) e do livro Sangria (2017).

 


João Peres é autor de Corumbiara, caso enterrado (2015), livro-reportagem que esteve entre os finalistas do Prêmio Jabuti em 2016 e foi agraciado com o segundo lugar no Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo em 2015. Foi editor e repórter da Rede Brasil Atual entre abril de 2009 e novembro de 2014, após ter passado pelas redações das rádios Jovem Pan AM e BandNews FM. É tradutor do livro Uberização: a nova onda do trabalho precarizado, de Tom Slee (2017). Nos últimos anos tem se dedicado a investigar o setor privado. É um dos fundadores do site O joio e o trigo, especializado em política alimentar. Publicou, em parceria com Moriti Neto, Roucos e sufocados: a indústria do cigarro está viva, e matando (2018).

 


Moriti Neto é jornalista, com passagens pelo site Rede Brasil Atual, pelas revistas Fórum e Caros Amigos, e pelo blog Nota de Rodapé. Também colaborou com jornais e sites do interior paulista. Recebeu o primeiro e o segundo lugar no Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo em 2014 e 2015, e o Prêmio Anamatra de Direitos Humanos em 2016, por reportagens produzidas para a Agência Pública. Como professor, coordenou o jornal Matéria-Prima, do curso de jornalismo da Unifaat, que em 2013 recebeu quatro menções no Prêmio Yara de Comunicação. É um dos fundadores do site O joio e o trigo, especializado em política alimentar. Publicou, em parceria com João Peres, Roucos e sufocados: a indústria do cigarro está viva, e matando (2018), e traduziu Uma verdade indigesta (2019), de Marion Nestle.

 


Joana Salém Vasconcelos nasceu em São Paulo em 1987. É historiadora formada pela Universidade de São Paulo (USP), mestra em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autora do livro História agrária da Revolução Cubana: dilemas do socialismo na periferia (Alameda, 2017). Faz doutorado em História Econômica na USP, pesquisando a reforma agrária no Chile da Unidade Popular e a contrarreforma de Augusto Pinochet. É professora nos ensinos médio e superior, e fundadora da Rede Emancipa de Educação Popular. Pela Editora Elefante, co-organizou o livro Cuba no século XXI: dilemas da revolução.

 


Bruno Martins Morais é graduado em Direito e mestre em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). É autor de Do corpo ao pó: crônicas da territorialidade kaiowá e guarani nas adjacências da morte. Tem experiência acadêmica entre povos indígenas de Roraima e junto a comunidades afetadas pelo conflito armado na Colômbia. Entre 2012 e 2014, realizou pesquisa entre os Kaiowá e Guarani no Mato Grosso do Sul — trabalho vencedor do prêmio Anpocs de melhor dissertação em Ciências Sociais, e que agora vem a público com este livro. É sócio do escritório de advocacia Morais & Azanha, e assessor jurídico da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY) e do Centro de Trabalho Indigenista (CTI).

 


Tom Slee escreve cética e criticamente sobre o crescimento de novas tecnologias e plataformas globais, com atenção especial à Economia do Compartilhamento. Nos últimos anos, tornou-se um dos principais estudiosos dos problemas provocados pelas corporações do Vale do Silício, na Califórnia. Tem um PhD em química teórica e pós-doutorados nas universidades de Oxford e Waterloo. Nasceu na Grã-Bretanha, em 1959, mas reside no Canadá, e tem uma longa carreira na indústria de software. Além de Uberização: a nova onda do trabalho precarizado, é autor de No One Makes You Shop at Wal-Mart [Ninguém te obriga a comprar no Walmart, editora Between the Lines, 2006], uma investigação sobre escolhas individuais que foi adotada em cursos universitários de economia, sociologia e filosofia. Mantém o site http://tomslee.net/.

 


Christian Russau é jornalista e ativista de direitos humanos alemão, mora e trabalha em Berlim. Pela Editora Elefante, publicou Empresas alemãs no Brasil: o 7×1 na economia, editado em parceria com a Autonomia Literária. Estudou Ciências Políticas e Filosofia na Freie Universität e na Universidade de São Paulo, onde defendeu a tese Urteil und Gemeinsinn. Ein Beitrag zur Theorie des Politischen von Hannah Arendt [Juízo e bom senso: uma contribuição para a teoria da política de Hannah Arendt]. Trabalhou durante oito anos no Centro de Pesquisa e Documentação Chile-América Latina, em Berlim, entidade à qual continua ligado. Também é ativo na Kooperation Brasilien, rede alemã de organizações de solidariedade ao Brasil.

 


Antonio Lino nasceu em São Paulo, em 1978. Formado em Comunicação Social, trabalha há mais de quinze anos como redator independente para organizações da sociedade civil e para o governo, escrevendo sobre temas como políticas públicas de juventude, meio ambiente e cultura popular. Durante um ano e três meses, morou numa Kombi e percorreu mais de trinta mil quilômetros pelo Brasil. Em 2011, publicou o livro Encaramujado, que reúne suas crônicas de viagem. Atualmente, depois de uma temporada de dez meses na África, o autor prepara um romance sobre a história da Libéria. Pela Editora Elefante, publicou Branco vivo. Mais informações em www.antoniolino.com.br.

 


Araquém Alcântara nasceu em Florianópolis em 1951 e é um dos mais importantes fotógrafos em atuação no país. Desde 1970, se dedica integralmente à documentação da natureza e do povo brasileiro. É autor de mais de quarenta livros, como TerraBrasil (1997), Brasileiros (2004), Amazônia (2005), Bichos do Brasil (2008) e Sertão sem fim (2009). Premiado nacional e internacionalmente, já teve mais de setenta exposições individuais. Priorizando a fotografia como expressão plástica e instrumento de transformação social, é um dos mais combativos artistas em defesa do patrimônio natural do país. Suas fotografias dos profissionais de saúde do Programa Mais Médicos ilustram o livro Branco vivo, de Antonio Lino. Mais informações em www.araquem.com.br.

 


Silvia Federici é uma intelectual militante de tradição feminista marxista autônoma. Nascida na cidade italiana de Parma em 1942, mudou-se para os Estados Unidos em 1967, onde foi cofundadora do International Feminist Collective (coletivo internacional feminista), participou da Wages for Housework Campaign (Campanha por um salário para o trabalho doméstico) e contribuiu com o Midnight Notes Collective (coletivo notas da meia-noite). Durante os anos 1980 foi professora na Universidade de Port Harcourt, na Nigéria, onde acompanhou a organização feminista Women in Nigeria (mulheres na Nigéria) e contribuiu para a criação do Committee for Academic Freedom in Africa (comitê para a liberdade acadêmica na África). Na Nigéria, pôde ainda presenciar a implementação de uma série de ajustes estruturais patrocinada pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial. Atualmente, Silvia Federici é professora emérita da Universidade de Hofstra, em Nova York. Pela Editora Elefante, publicou o livro Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva, em julho de 2017, e O ponto zero da revolução, em abril de 2019. Também é autora de inúmeros artigos sobre feminismo, colonialismo, globalização, trabalho precário, commons e outros temas correlatos.

 


Trebor Scholz é professor associado da The New School, em Nova York, nos Estados Unidos, onde ministra cursos sobre internet e sociedade. Junto a diversxs colaboradorxs, tem se dedicado à crítica do sistema de valores que alimenta a chamada “economia do compartilhamento”. Pela Editora Elefante, publicou Cooperativismo de plataforma: contestando a economia do compartilhamento corporativa, em parceria com a Autonomia Literária, em março de 2017. O livro é resultado de conferência em que mais de mil participantes discutiram ideias para a criação de um novo tipo de economia online. Também é autor de Uber-Worked and Underpaid. How Workers Are Disrupting the Digital Economy (Polity, 2016), ainda inédito no Brasil.

 


Natalia Timerman nasceu em 1981 em São Paulo, onde mora. Médica psiquiatra pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mestra em psicologia clínica que defendeu na Universidade de São Paulo (USP), cursa o núcleo de ficção da pós-graduação em formação de escritores do Instituto Vera Cruz. Trabalha como psiquiatra no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário desde 2012. Pela Editora Elefante, publicou o livro Desterros: histórias de um hospital-prisão, seu livro de estreia, em fevereiro de 2017.

 


Paulo de Tarso L. Brandão nasceu em Cruz Alta (RS) e reside atualmente em São Paulo (SP). Formado bacharel em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina, é escritor, compositor e violonista. Em novembro de 2016, publicou pela Editora Elefante O livro das diferenças, sua primeira obra de poesia, com fotos de Maíra Imenes Ishida. 

 

 


Fabio Luis Barbosa dos Santos é doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP), professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Osasco e autor do livro Origens do pensamento e da política radical na América Latina (Editora Unicamp, 2016). Pela Editora Elefante, publicou o ensaio Além do PT: a crise da esquerda brasileira em perspectiva latino-americana (2016) e Uma história da onda progressista sul-americana (2018), e co-organizou os livros Cuba no século XXI: dilemas da revolução (2017) e México e os desafios do progressismo tardio (2019).

 


Vitor Flynn Paciornik é quadrinista e ilustrador. Formado em Artes Plásticas e em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), mantém desde 2013 o blogue autoral Quadrinhos B, dedicado a histórias curtas. Em outubro de 2016 publicou pela Editora Elefante o livro Xondaro, HQ sobre a luta dos Guarani Mbya pela demarcação de suas terras dentro dos limites da maior cidade da América do Sul.

 


Alberto Acosta é político e economista. Nasceu em Quito, capital do Equador, em 1948. Graduou-se em economia na Universidade de Colônia, na Alemanha, onde também se especializou em comércio exterior, marketing, geografia econômica e economia energética. Trabalhou como consultor de diversos organismos equatorianos e internacionais, como a Organización Latinoamericana de Energía e o Instituto Latinoamericano de Investigaciones Sociales. Foi gerente de comércio da Corporación Estatal Petrolera Ecuatoriana. Dedica-se ao estudo da dívida externa do Equador desde 1982. Participou da fundação do Instituto de Estudios Ecologistas del Tercer Mundo e do partido Alianza País, que ascendeu à Presidência da República em janeiro de 2007 com Rafael Correa. No primeiro ano de mandato, Acosta assumiu o Ministério de Energia e Minas por cinco meses. Em novembro foi eleito presidente da Assembleia Constituinte do Equador, cargo a que renunciou menos de um ano depois, em junho de 2008, antes mesmo da aprovação da Carta, devido a divergências com Correa. Os desentendimentos provocaram ainda sua saída da Alianza País. Ajudou a fundar o movimento Montecristi Vive, que reivindica o Buen Vivir, os Direitos da Natureza e a plurinacionalidade expressos na Constituição equatoriana. Em 2013, lançou-se como candidato à Presidência da República pela Unidad Plurinacional de las Izquierdas, obtendo escasso apoio popular. É professor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, além de companheiro de luta dos movimentos indígenas, sindicais, camponeses, ecologistas e feministas do Equador. Publicou vários livros, entre eles, Breve história econômica do Equador (Funag, 2006) e La maldición de la abundancia (Abya-Yala, 2009). Pela Editora Elefante, publicou em janeiro de 2016 o livro O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos, em parceria com a Autonomia Literária, e Pós-extrativismo e decrescimento: saídas do labirinto capitalista, com Ulrich Brand, em 2018.

 


Nascido no ensolarado balneário turístico de Diadema, capital paulista de homicídios dolosos, em algum momento indeterminado das últimas três décadas, Wanderley Coutinho, mais conhecido como WC ou ainda Dáblio C., se notabilizou por vagar pelas ruas de São Bernardo do Campo, indo de bar em bar para coletar histórias, mostrar seus traços e chamar o Velho. Nessa vida em trânsito, muitos mitos surgiram sobre sua pessoa, o que agora buscaremos esclarecer. Primeiro, Dáblio não é o Bebê-Diabo cujo nascimento foi noticiado pelo Notícias Populares, embora seja verdade que ele namorou um tempo a Loira do Banheiro. Ele se alimenta de outras coisas além de cachaça, como, por exemplo, cerveja e rapé. Este livro não é só de material inédito, inclui também cartuns e histórias anteriormente publicadas nos zines Woin, Persona non grata e Ignóbil. Ele é capaz de sair da cidade de São Bernardo para comparecer a eventos sociais, apenas prefere não fazer isso se tiver como evitar. Dáblio não vira pó se exposto à luz do sol. Na verdade, ele se transmuta em um bêbado de ressaca. Seus quadrinhos já foram exibidos em centros culturais de diversas cidades da região metropolitana de São Paulo, mas ele não lembra disso e, quando menciono, ele nega. Também é verdade que seus maiores ídolos são Robert Crumb, Charles Bukowski, GG Allin e Odair José. Apesar de ser frequentemente confundido nas ruas, ele não é o vocalista do System of a Down, mas não se importa de dar autógrafos e tirar fotos como se fosse, desde que se peça com carinho. Pela Editora Elefante, publicou Ignóbil em 2014.

 


Breno Ferreira, a poesia doída de um natural do nosso querido interior paulista. Limeira, caros amigos, LI-MEI-RA. Terra de origem (diz-se) de nada mais nada menos que nosso acepipe favorito: a coxinha! E que origem afrescalhada, ora! Procure saber. Bom, o ponto é que nossa lenda, nosso monstro, nosso MITO é o jovem quadrinista (nem tanto: 1985, cabelo já rareando, mas ssssshhhhhh…) que mais impressiona nos dois campos: seja no desenho, na fartura de dobras e rugas, nos pelos, no asco dos seus personagens cuja miséria pode-se notar só de olhar seus ombros arqueados e seu olhar cansado; seja pelo texto – e aqui sublinho – QUE TEXTO! O cara é poeta, e não é brincadeira não, chegado. Pede pra ler os cadernos dele pra você ver uma coisa. Não é redundante nem previsível – e nem um pouco didático. As tirinhas (que começaram no blogue do Cabuloso Suco Gástrico em 2012) têm uma qualidade que faz delas muito especiais: são de fato ideias visuais desenhadas, ou seja, o cara que vira um dente do siso… Sofrei, pobres mortais! Tens então em mãos o début solo do nosso baraum, a lenda dos pés descalços da zona oeste de São Paulo. E digo mais: é chute na bunda e soco na cara, um atrás do outro. Podem chorar, crianças, porque ele veio pra ficar – e muitos com azia vai deixar. Publicou Cabuloso Suco Gástrico (Elefante, 2015).

 


Tadeu Breda, jornalista formado pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), com estudos livres pela Universidad Carlos III de Madrid (UC3M), na Espanha, é autor de O Equador é verde: Rafael Correa e os paradigmas do desenvolvimento (Elefante, 2011) e coautor de Memória ocular: cenas de um Estado que cega (Elefante, 2018), em parceria com Sérgio Silva. Traduziu os livros O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos, de Alberto Acosta (Elefante & Autonomia Literária, 2016) e Pós-extrativismo e decrescimento: saídas do labirinto capitalista, de Alberto Acosta e Ulrich Brand (Elefante & Autonomia Literária, 2018). É coordenador da Editora Elefante.